Governo reduzirá tributação de carros elétricos
Posted by admin on 19/05/2010 in Carro elétrico with No Comments
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, anunciou que o governo vai reduzir a tributação sobre os carros elétricos no Brasil. Não há ainda, no entanto, prazo para a mudança.
O Brasil ainda não tem fabricação em massa para esse tipo de veículo, apenas importações particulares, ou seja, sem volume. Nestes casos, há cobrança de 25% de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), mais que o o dobro dos carros flexfluel. Ele indicou que esses automóveis poderão ter uma tributação até menor do que os carros flex, porém, lembrou que a redução não poderia ocorrer de uma única vez, pois favorecia a importação. E o objetivo é a produção dos veículos no Brasil.
Na próxima semana, o governo deve anunciar o resultado de um estudo, realizado a pedido de um grupo de trabalho criado para incentivar a pesquisa e produção destes automóveis no país.
Barbosa adiantou que o automóvel movido a eletricidade é muito mais econômico que o movido a combustível, seja etanol ou gasolina.
- O quilômetro rodado do carro a combustível custa R$ 0,22, já no carro elétrico esse custo é de R$ 0,06 – afirmou, acrescentando que o impacto no consumo de energia é pequeno.
O secretário disse também que a Itaipu Binacional fez um levantamento para mensurar o impacto do uso de carros elétricos no Brasil. A conclusão é que se 10% dos carros vendidos no Brasil fossem elétricos, o consumo de energia elétrica aumentaria apenas 0,2%. O secretário, contudo, lembra que ainda há grandes desafios tecnológicos para a popularização do carro elétrico. Além da falta de tecnologia na questão de baterias, há problemas na rede de alimentação desses carros. Para ser eficiente, o carregamento dessas baterias deveria ser em alta voltagem, algo que teria que ser desenvolvido. Nelson Barbosa lembrou que hoje, com uma rede de 220 volts, o carregamento de um carro demoraria de 8 a 10 horas.
- Estamos atrasados nesse desenvolvimento tecnológico, mas podemos ganhar espaço com veículos híbridos, que utilizem ao mesmo tempo energia elétrica e etanol. Queremos desenvolver isso principalmente em ônibus, pois possuímos uma forte indústria nacional no setor – destacou Barbosa.
Consumidores de alto poder aquisitivo
Henry Joseph Jr, Presidente da Comissão de Assuntos de Energia e Meio Ambiente, Anfavea, afirma que o interesse do governo é bom para incentivar o carro elétrico no Brasil. Mas diz que isso não ocorrerá de uma vez, pois a fabricação destes veículos só deve começar em uma segunda etapa. No começo, prevê, haverá apenas uma importação destes automóveis.
- Algumas montadoras estão realizando os últimos testes e devem lançar os primeiros veículos elétricos e híbridos nos próximos meses. Mas isso ainda será para um nicho muito pequeno, para os consumidores com alto poder aquisitivo e consciência ecológica – disse.
A montadora japonesa Nissan anunciou que seu carro elétrico vai custar cerca de 30 mil euros na Europa, com a ajuda de incentivos dos governos europeus para a nova tecnologia.
Mas Josepy lembrou que o governo tem debatido, inclusive, a criação de um grande centro de pesquisa no Brasil sobre o tema, nos moldes da Embrapa, por exemplo. Segundo ele, isso poderia trazer mais tecnologia para o país.
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