Bicicleta no trabalho
As dimensões da hidrelétrica de Itaipu binacional fazem da usina um colosso da engenharia moderna e um problema para os funcionários.

Dentro dos corredores intermináveis o meio de transporte é em duas rodas. O funcionário paraguaio não larga a bicicleta. Sem ela o trabalho não rende.
“A pé demora 15 minutos, com a bicicleta, três minutos”, diz um funcionário.
Trabalhar na maior geradora de energia do planeta tem suas peculiaridades. Imagine você no seu trabalho: vai até a mesa do chefe e lembra que deixou o documento, que precisava entregar pra ele, lá na sua sala. Sem muitos problemas, certo? Já em Itaipu, se um técnico da manutenção, esquecer uma ferramenta, por exemplo, voltar para buscar pode dar um trabalho.
Só a barragem da usina de Itaipu tem oito quilômetros de extensão. Ao lado e abaixo dela estão 11 corredores, cada um medindo um quilometro de ponta a ponta. No local funcionam as casas de força, geradores e também escritórios.
No lugar onde já rodam carros elétricos, carrinhos elétricos, e onde energia não falta, os funcionários que pedalam já tem um sonho de comodidade. É a bicicleta elétrica, por enquanto em teste nos corredores de Itaipu.
O modelo pode transportar até 100 quilos. Quase sem esforço do piloto. Mas é justamente toda essa comodidade, que tem deixado os funcionários mais antigos, com um pé atrás.
“A bicicleta chama a gente sempre para fazer um exercício. Então eu acho ela interessante também. A gente tem medo de perder a forma com a elétrica, o pessoal já está ficando meio com a idade, ficando barrigudinho, então já complica”, brinca um funcionário.
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